quinta-feira, 23 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Cachaça a bebida brasileira vira documentário, e ganha prêmios...
Dois prêmios importantes - melhor documentário nos festivais do Rio e de Mar Del Plata -, mais passagens por outros foros destacados do cinema mundial (Berlim e Locarno). Tudo isso credencia Estrada Real da Cachaça, de Pedro Urano, que integra a Sessão Vitrine. Se o filme já busca transmitir o prazer sensorial que a cachaça pode proporcionar, uma promoção para espectadores do Rio e de São Paulo vai permitir que, de posse do ingresso, eles participem de degustações em dois bares.
Se beber, não dirija nem case, mas não se reprima. Discuta o filme de Urano com amigos. Estrada Real da Cachaça é um road movie que viaja no tempo e no espaço para descortinar um panorama não tão conhecido da história do País. Urano sempre se interessou pela cachaça como bebida 100% brasileira. Impressionava-o mais ainda o fato de Minas, que nunca teve ligação com a cultura açucareira, ser fonte de algumas das melhores cachaças feitas no Brasil. De onde vem a tradição?
"Comecei a pesquisar e cheguei à resposta óbvia. Os bandeirantes não se locomoviam sem a cachaça. Foram eles que adentraram o sertão de Minas com ela." Pesquisando mais ainda, Urano descobriu a Estrada Real e sua conexão com a história da bebida. Filho de mineira com cearense, criado no Rio, ele fez três viagens de pesquisa, todas curtas, e uma mais longa, quando captou as imagens do longa. Isso foi em 2005. Em 2006, Estrada Real estava montado. Em 2007 começou a batalha da finalização e da exibição, que agora se conclui.
Urano nunca pensou num documentário didático nem institucional sobre a cachaça. O que lhe interessava era a viagem. O road movie abrindo-se para rotas (e histórias) alternativas. Mais do que as informações concretas - e algumas, muitas estão lá -, as sensações, os personagens, os ambientes. Em nenhuma parte, nem no exterior, o filme foi recebido como "exótico". Segundo o diretor, "as pessoas tiveram a sensibilidade de perceber que havia uma intenção e embarcaram nela".
Existe, acredita Urano, uma profundidade existencial da cachaça e é ela que o move. Sabor acompanhado de saber - sobre a terra, o homem, o próprio cinema. Não tão modestamente, ele espera que o ato de beber cachaça, depois de seu filme, venha acompanhado de múltiplos significados e ressonâncias. O projeto da Sessão Vitrine, em cujo quadro Estrada Real da Cachaça se inscreve, já virou um espaço de investigação - estética? Não apenas. Um sonho coletivo? "Dessa rapaziada que vem sendo distribuída pela Sílvia Cruz na Vitrine Filmes, só a turma do Ceará forma realmente um coletivo. Mas há um grande companheirismo de toda essa geração. A Vitrine está viabilizando nosso sonho geracional de fazer e mostrar cinema. E a Sílvia, embora jovem, já inscreveu seu nome na história do cinema no País."
Se beber, não dirija nem case, mas não se reprima. Discuta o filme de Urano com amigos. Estrada Real da Cachaça é um road movie que viaja no tempo e no espaço para descortinar um panorama não tão conhecido da história do País. Urano sempre se interessou pela cachaça como bebida 100% brasileira. Impressionava-o mais ainda o fato de Minas, que nunca teve ligação com a cultura açucareira, ser fonte de algumas das melhores cachaças feitas no Brasil. De onde vem a tradição?
"Comecei a pesquisar e cheguei à resposta óbvia. Os bandeirantes não se locomoviam sem a cachaça. Foram eles que adentraram o sertão de Minas com ela." Pesquisando mais ainda, Urano descobriu a Estrada Real e sua conexão com a história da bebida. Filho de mineira com cearense, criado no Rio, ele fez três viagens de pesquisa, todas curtas, e uma mais longa, quando captou as imagens do longa. Isso foi em 2005. Em 2006, Estrada Real estava montado. Em 2007 começou a batalha da finalização e da exibição, que agora se conclui.
Urano nunca pensou num documentário didático nem institucional sobre a cachaça. O que lhe interessava era a viagem. O road movie abrindo-se para rotas (e histórias) alternativas. Mais do que as informações concretas - e algumas, muitas estão lá -, as sensações, os personagens, os ambientes. Em nenhuma parte, nem no exterior, o filme foi recebido como "exótico". Segundo o diretor, "as pessoas tiveram a sensibilidade de perceber que havia uma intenção e embarcaram nela".
Existe, acredita Urano, uma profundidade existencial da cachaça e é ela que o move. Sabor acompanhado de saber - sobre a terra, o homem, o próprio cinema. Não tão modestamente, ele espera que o ato de beber cachaça, depois de seu filme, venha acompanhado de múltiplos significados e ressonâncias. O projeto da Sessão Vitrine, em cujo quadro Estrada Real da Cachaça se inscreve, já virou um espaço de investigação - estética? Não apenas. Um sonho coletivo? "Dessa rapaziada que vem sendo distribuída pela Sílvia Cruz na Vitrine Filmes, só a turma do Ceará forma realmente um coletivo. Mas há um grande companheirismo de toda essa geração. A Vitrine está viabilizando nosso sonho geracional de fazer e mostrar cinema. E a Sílvia, embora jovem, já inscreveu seu nome na história do cinema no País."
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Feira da Cachaça de 14 a 17 no Mercado Municipal de São Paulo...
Tem gente que torce o nariz e outros que simplesmente adoram o sabor picante da cachaça, uma das bebidas alcoólicas mais antigas do Brasil. Para os interessados em aprender a utilizar a aguardente na gastronomia, o Mercado Municipal de São Paulo realizará entre os dias 14 e 17 de junho uma série de workshops gratuitos sobre o tema, intitulado de “Feira da Cachaça Paulista de Alambique”. As inscrições podem ser feitas pelo telefone 3228-6363, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. Ao todo, são 52 vagas.
“A cachaça ainda é muito discriminada. O evento pode melhorar a aceitação das pessoas, para que bebam mais em qualidade que em quantidade”, afirma Jairo Martins, consultor da Câmara Setorial da Cachaça. É ele quem vai mostrar, na prática, que a bebida também pode ser usada na gastronomia, sem qualquer relação com o alcoolismo. Segundo ele, eventos como a Feira da Cachaça contribuem para mudar a imagem do produto no País.
Entre as oficinas oferecidas estão a Cachaça gastronômica, sobre a harmonização e utilização da bebida no preparo de pratos; Cachaça com Estilo, com dicas de preparo de drinks; Diferenças de Cachaça de Alambique e de Coluna, que promoverá degustação de diferentes tipos de bebida; e Análise Sensorial de Cachaça.
Estarão à venda cerca de 18 rótulos de 13 cidades do interior, todos artesanais e dos mais variados tipos - brancos, destilados, envelhecidos, bidestilados e orgânicos. Os preços variam de R$ 15 a R$ 70. “Queremos mostrar que nossas cachaças de alambique são tão boas quanto as mineiras”, completa Reinaldo Anniccino, presidente da Associação Paulista de Produtores de Cachaça de Alambique (APPCA).
Mercadão, Rua da Cantareira, 306, Sé.
Inscrições gratuitas pelo telefone (11) 3228-6363, de segunda a sexta, das 9h às 16h
“A cachaça ainda é muito discriminada. O evento pode melhorar a aceitação das pessoas, para que bebam mais em qualidade que em quantidade”, afirma Jairo Martins, consultor da Câmara Setorial da Cachaça. É ele quem vai mostrar, na prática, que a bebida também pode ser usada na gastronomia, sem qualquer relação com o alcoolismo. Segundo ele, eventos como a Feira da Cachaça contribuem para mudar a imagem do produto no País.
Entre as oficinas oferecidas estão a Cachaça gastronômica, sobre a harmonização e utilização da bebida no preparo de pratos; Cachaça com Estilo, com dicas de preparo de drinks; Diferenças de Cachaça de Alambique e de Coluna, que promoverá degustação de diferentes tipos de bebida; e Análise Sensorial de Cachaça.
Estarão à venda cerca de 18 rótulos de 13 cidades do interior, todos artesanais e dos mais variados tipos - brancos, destilados, envelhecidos, bidestilados e orgânicos. Os preços variam de R$ 15 a R$ 70. “Queremos mostrar que nossas cachaças de alambique são tão boas quanto as mineiras”, completa Reinaldo Anniccino, presidente da Associação Paulista de Produtores de Cachaça de Alambique (APPCA).
Mercadão, Rua da Cantareira, 306, Sé.
Inscrições gratuitas pelo telefone (11) 3228-6363, de segunda a sexta, das 9h às 16h
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Poesia da Cachaça... Tradicional bebida brasileira
É tradição no Natal
presentear com Panetone.
Na época da Páscoa,
veja só que legal:
Todo mundo dá e come
ovos de chocolate
outros dão chocotone.
Já nas festa juninas,
Quando o frio aperta
O Róbson a gente aciona
Pois ele tem o presente
Que todo mundo toma
Que todo mundo gosta
É a quentísima cachaça
Mas não é uma qualquer
Ele tem aquela, a melhor
A velha e boa Cachaça do Ó
Autor Célio Pires.
presentear com Panetone.
Na época da Páscoa,
veja só que legal:
Todo mundo dá e come
ovos de chocolate
outros dão chocotone.
Já nas festa juninas,
Quando o frio aperta
O Róbson a gente aciona
Pois ele tem o presente
Que todo mundo toma
Que todo mundo gosta
É a quentísima cachaça
Mas não é uma qualquer
Ele tem aquela, a melhor
A velha e boa Cachaça do Ó
Autor Célio Pires.
Cai exportação de Cachaça, a bebida tradicional do Brasil...
Foto 1 de 15 - Em um festival em São Paulo, o bar Da Quina preparou o drinque Lady Finger com a cachaça Cambraia, marca premium da Pirassununga. As exportações de cachaça caíram 22,5% no 1º quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2010 Wellington Nemeth/Divulgação
Apesar de premiada no exterior recentemente, a cachaça brasileira enfrenta queda nas exportações, já que alguns dos grandes “bebedores” do produto ainda se recuperam da crise mundial que começou no fim de 2008.
Levantamento do Ministério do Desenvolvimento mostra que as exportações totais da bebida caíram 22,5% no primeiro quadrimestre (janeiro a abril) deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano, foram exportados 2,39 milhões de litros, enquanto em igual intervalo do ano passado foram 3,09 milhões.
A queda nos primeiros quadrimestres vem acontecendo há três anos anos seguidos, desde 2008. Comparada a 2008 a queda agora é de 38%. De janeiro a abril de 2008, foram exportados 3,87 milhões de litros.
Alemães e americanos, os maiores apreciadores da caninha brasileira, são os que estão bebendo menos. No caso da Alemanha, foram comprados 376,3 mil litros até abril, frente a 1,45 milhão de 2008. O recuo foi alto, de 74%.
Para os Estados Unidos apenas 151,3 mil litros foram exportados, contra 527,9 mil no mesmo período de 2008, uma queda de 71%.
A queda no volume total também gerou menos receita para os exportadores brasileiros. Nos quatro primeiros meses do ano, as vendas totais chegaram a U$$ 4,15 milhões, ou 24% a menos na comparação com o mesmo período de 2008, quando o total foi de US$ 5,49 milhões.
Indústria ainda espera recuperação neste ano
Apesar da queda no primeiro quadrimestre, empresários do setor se mantêm otimistas e projetam crescimento no final deste ano. A diretora de marketing e exportação da Pirassununga, Carolina de Tommaso Harley, diz que uma "mistura de fatores" causou o recuo agora, mas prevê resultados positivos para a empresa. Ela diz que a marca planeja superar o crescimento de 2010, mas sem revelar números.
A diretora de exportação da Ypióca, Heloisa Telles, culpa a crise global pelo recuo nas vendas em alguns mercados. "Tivemos queda em volume nos países mais afetados. No entanto, o desempenho positivo de outros (mercados) compensou a queda no resultado final. O crescimento das nossas exportações de janeiro a abril deste ano em relação ao mesmo período do ano passado se deu principalmente em função de um aumento nas exportações para a Europa, liderado pela França. A meta da empresa para todo este ano é crescer no mínimo 30%."
Revista especializada dá prêmio para cachaça brasileira
O mercado de cachaça brasileira no exterior se mantém em evidência a despeito de crise ou queda nas importações. Pelo menos para os apreciadores.
Em abril, a revista britânica "The Spirits Business", a mais importante do segmento de destilados (“spirits”, em inglês) ou bebidas “quentes”, enalteceu a cachaça brasileira, além de apresentar as ganhadoras do Cachaça Masters 2011, como a Cambraia, da Pirassununga, na categoria Degustação e Embalagem, e a Ypióca 160, que levou o Masters de melhor cachaça.
No caso da Ypióca, as cachaças são envelhecidas em barris de madeira, bálsamo, freijó e carvalho num período que varia de 1 a 6 anos.
A Cambraia, um blend de cachaças de alambique criado pela Pirassununga e elaborada apenas com o "corpo" (a parte mais nobre da destilação de alambique), é envelhecida em barris de carvalho francês e definida como premium (Cambraia 1 ano) e extra premium (Cambraia 3 anos).
Para promover a degustação de cachaça, na primeira semana de maio passado 13 bares de São Paulo participaram do Conexão Cambraia, um evento em cada bar apresentou um drink inédito à base da bebida.
Apesar de premiada no exterior recentemente, a cachaça brasileira enfrenta queda nas exportações, já que alguns dos grandes “bebedores” do produto ainda se recuperam da crise mundial que começou no fim de 2008.
Levantamento do Ministério do Desenvolvimento mostra que as exportações totais da bebida caíram 22,5% no primeiro quadrimestre (janeiro a abril) deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano, foram exportados 2,39 milhões de litros, enquanto em igual intervalo do ano passado foram 3,09 milhões.
A queda nos primeiros quadrimestres vem acontecendo há três anos anos seguidos, desde 2008. Comparada a 2008 a queda agora é de 38%. De janeiro a abril de 2008, foram exportados 3,87 milhões de litros.
Alemães e americanos, os maiores apreciadores da caninha brasileira, são os que estão bebendo menos. No caso da Alemanha, foram comprados 376,3 mil litros até abril, frente a 1,45 milhão de 2008. O recuo foi alto, de 74%.
Para os Estados Unidos apenas 151,3 mil litros foram exportados, contra 527,9 mil no mesmo período de 2008, uma queda de 71%.
A queda no volume total também gerou menos receita para os exportadores brasileiros. Nos quatro primeiros meses do ano, as vendas totais chegaram a U$$ 4,15 milhões, ou 24% a menos na comparação com o mesmo período de 2008, quando o total foi de US$ 5,49 milhões.
Indústria ainda espera recuperação neste ano
Apesar da queda no primeiro quadrimestre, empresários do setor se mantêm otimistas e projetam crescimento no final deste ano. A diretora de marketing e exportação da Pirassununga, Carolina de Tommaso Harley, diz que uma "mistura de fatores" causou o recuo agora, mas prevê resultados positivos para a empresa. Ela diz que a marca planeja superar o crescimento de 2010, mas sem revelar números.
A diretora de exportação da Ypióca, Heloisa Telles, culpa a crise global pelo recuo nas vendas em alguns mercados. "Tivemos queda em volume nos países mais afetados. No entanto, o desempenho positivo de outros (mercados) compensou a queda no resultado final. O crescimento das nossas exportações de janeiro a abril deste ano em relação ao mesmo período do ano passado se deu principalmente em função de um aumento nas exportações para a Europa, liderado pela França. A meta da empresa para todo este ano é crescer no mínimo 30%."
Revista especializada dá prêmio para cachaça brasileira
O mercado de cachaça brasileira no exterior se mantém em evidência a despeito de crise ou queda nas importações. Pelo menos para os apreciadores.
Em abril, a revista britânica "The Spirits Business", a mais importante do segmento de destilados (“spirits”, em inglês) ou bebidas “quentes”, enalteceu a cachaça brasileira, além de apresentar as ganhadoras do Cachaça Masters 2011, como a Cambraia, da Pirassununga, na categoria Degustação e Embalagem, e a Ypióca 160, que levou o Masters de melhor cachaça.
No caso da Ypióca, as cachaças são envelhecidas em barris de madeira, bálsamo, freijó e carvalho num período que varia de 1 a 6 anos.
A Cambraia, um blend de cachaças de alambique criado pela Pirassununga e elaborada apenas com o "corpo" (a parte mais nobre da destilação de alambique), é envelhecida em barris de carvalho francês e definida como premium (Cambraia 1 ano) e extra premium (Cambraia 3 anos).
Para promover a degustação de cachaça, na primeira semana de maio passado 13 bares de São Paulo participaram do Conexão Cambraia, um evento em cada bar apresentou um drink inédito à base da bebida.
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